Tecnosinos presente em debate sobre feminicídio na ACIST-SL
Foto: Juliano Palinha
A Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Tecnologia de São Leopoldo (ACIST-SL) sediou nesta quinta-feira, 29, um debate sobre feminicídio. Somente no mês de janeiro, nove casos foram registrados no Rio Grande do Sul, dado que reforça a preocupação de autoridades e das forças de segurança pública com o avanço desse tipo de crime.
O encontro ocorreu pela manhã e foi promovido em parceria da ACIST-SL com o Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública (CONSEPRO) de São Leopoldo. A iniciativa teve como objetivo fomentar o diálogo e a conscientização sobre o tema, reunindo representantes das forças de segurança e do poder público. Acompanhando o debate como representação do Tecnosinos estava Lariani Schwarzbach, analista de captação de recursos do parque tecnológico.
A participação do Tecnosinos no encontro reforça a compreensão de que segurança pública e inovação estão profundamente interligadas. A complexidade crescente da criminalidade, da gestão urbana e das vulnerabilidades sociais demanda novas soluções tecnológicas, organizacionais e de políticas públicas, campos nos quais a inovação exerce papel estratégico. Ao mesmo tempo, ambientes urbanos seguros, previsíveis e confiáveis são condição essencial para que pessoas, empresas e investimentos se desenvolvam de forma sustentável. Nesse sentido, a segurança pública se apresenta tanto como um espaço fértil para a aplicação de inovação em dados, inteligência, prevenção e governança, quanto como um dos pilares para o fortalecimento dos ecossistemas de inovação.
Participaram do debate o delegado Eduardo Hartz, titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (3ª DPRM), o major Juliano Giboski, do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), e o secretário municipal de Segurança Pública, Alexandre da Rosa. A mediação ficou a cargo de Rogério Daniel da Silva, diretor de Segurança Pública da ACIST-SL e presidente do CONSEPRO São Leopoldo.
Sobre o assunto discutido:
A Lei do Feminicídio no Brasil tipifica o assassinato de mulheres motivado por razões de gênero, como violência doméstica, familiar ou discriminação, como crime hediondo, com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão. A legislação também estabeleceu medidas mais rigorosas, como o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de contato e a perda do poder familiar por parte do agressor, ampliando a proteção às mulheres.