São Leopoldo 2024
Com o objetivo de traçar um plano de desenvolvimento para São Leopoldo, na noite da segunda-feira (23/8), lideranças da cidade e convidados especiais participaram do lançamento do Instituto São Leopoldo 2024, no Centro Cultural José Pedro Boéssio. O evento contou com palestrantes como o empresário e presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpetter, o gerente do Complexo de Inovação e Tecnologia Unisinos – Unitec, Walter Doell e o economista Gustavo Grisa, diretor da Agência Futuro.
A iniciativa, criada em 2009 a partir de projeto do vereador Fernando Henning, tem como diretor superintendente Aloysio Bohnen, ex-reitor da Unisinos, que iniciou os trabalhos com a seguinte frase: somente é feliz um povo que sabe perpetuar na posteridade os usos e costumes de seus antepassados. “Devemos resgatar os valores, princípios e verdades que nortearam o passado para agir no futuro. A cidadania é a locomotiva de nosso projeto e o lastro cultural leopoldense é o combustível para seguir no caminho certo.”O Parque Tecnológico São Leopoldo, o Tecnosinos, foi apontado como alternativa modelo para esse avanço. Em sua apresentação, Doell trouxe o estágio atual do parque, ambiente de inovação e de convite ao empreendedorismo. “Os números são reveladores: 57 empresas, 2.300 empregos diretos, R$ 1,3 bilhão em faturamento/ano, 30% de crescimento/ano, 133 novos produtos nos últimos três anos, 55 novas tecnologias que representam 30% da renda e 52 registros de propriedade intelectual”, ressaltou. Além disso, é composto por empresas de oito nacionalidades, representando o modelo de governança da tríplice hélice e consagrando como maior desafio a qualificação da mão de obra na região.
Um reposicionamento estratégico foi sugerido por Gustavo Grisa. “São Leopoldo deve se tornar mais competitiva, atrativa e sustentável. Hoje, o Tecnosinos é a grande âncora da cidade, uma oportunidade de desenvolvimento. Porém, ainda é preciso resolver problemas de mobilidade, reter os talentos e fazer com que as pessoas morem aqui. Para tanto, precisamos de uma estrutura hospitalar mais ampla, serviços qualificados, um centro histórico preservado, acesso digital e cooperação com a Alemanha.”
As diferenças entre gestão e governança foram evidenciadas por Jorge Gerdau. “Técnicas de gestão são importantes, mas o que é ainda mais decisivo é a governança: onde estou? Onde quero chegar? Isso vale para famílias, carreiras, municípios, governos estaduais e federais”, destacou. Através de dados quantitativos e comparações com países de crescimento evidente como a China, o painelista ainda lembrou a importância do esforço da Unisinos e do Tecnosinos na construção de um patrimônio histórico, cultural, intelectual e econômico.











